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Atualizado em 08/09/2026 às 14:45 (Horário de Brasília)

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Redes & Infra 03 de Setembro de 2026 5 min de leitura Redação WTNews Brasil

Tottenham Hotspur migra da VMware e reduz gastos com licenças em 85%

O clube de futebol inglês substituiu seu ecossistema de virtualização VMware por plataformas abertas após o aumento de preços imposto pela Broadcom.
Tottenham Hotspur migra da VMware e reduz gastos com licenças em 85%

Fotografia Editorial: Unsplash (Livre de Direitos) • Tema: cloud-computing

O departamento de tecnologia da informação do clube de futebol inglês Tottenham Hotspur concluiu com êxito a migração completa de sua infraestrutura de servidores virtuais para fora do ecossistema da VMware. A decisão corporativa resultou em uma economia substancial de 85% nos custos com licenciamento de software de virtualização, mantendo a alta disponibilidade das operações digitais do moderno estádio do time em Londres. O estádio do Tottenham Hotspur, considerado uma das arenas multiuso mais modernas e conectadas do planeta, conta com centenas de servidores virtuais que controlam desde a iluminação dinâmica até a telemetria do gramado retrátil.

A debandada do clube reflete a insatisfação generalizada de diretores de TI em todo o mundo após a aquisição da VMware pela multinacional Broadcom por 69 bilhões de dólares. A nova controladora encerrou modalidades históricas de licenças perpétuas, eliminou pacotes modulares intermediários e impôs planos de assinatura por núcleos de processador que elevaram as contas anuais de empresas em até dez vezes da noite para o dia. A decisão de migrar para fora do ecossistema VMware foi precipitada pela mudança radical nas tabelas de preços imposta pela Broadcom, que encerrou descontos históricos para grandes clientes e multiplicou o custo anual de manutenção das licenças.

A equipe de engenharia do estádio implementou soluções baseadas em hipervisores de código aberto KVM integradas a sistemas de orquestração de contêineres e armazenamento definido por software de alto rendimento. A infraestrutura gerencia desde os sistemas de controle de acesso por catracas biométricas e pontos de venda de ingressos até transmissões de vídeo em altíssima definição no gramado durante os dias de jogos da Premier League. Engenheiros de sistemas do clube avaliaram plataformas alternativas durante meses antes de escolherem soluções de código aberto baseadas em Linux KVM e orquestradores modernos que operam com altíssima eficiência e redundância de hardware.

Para a indústria global de computação em nuvem e data centers corporativos, o case do Tottenham funciona como prova de conceito de que grandes organizações podem se desvincular do aprisionamento tecnológico (vendor lock-in) da Broadcom sem comprometer a estabilidade operacional de sistemas de missão crítica. A economia expressiva de 85% nos custos operacionais recorrentes comprovou que grandes organizações corporativas podem manter padrões rigorosos de segurança e disponibilidade técnica sem ficarem reféns de fornecedores proprietários predatórios.

A migração técnica foi concluída sem interrupções nos serviços durante a pré-temporada europeia. Consultorias de TI estimam que mais de 40% dos clientes corporativos históricos da VMware estão atualmente desenvolvendo planos similares de migração para plataformas como Proxmox, Nutanix ou nuvens públicas abertas. O caso do clube inglês passou a ser citado em conferências de infraestrutura de TI como exemplo paradigmático da tendência global de desvirtualização e busca por soberania tecnológica em centros de dados modernos.

TRANSPARÊNCIA & CRÉDITO EDITORIAL APURAÇÃO ORIGINAL

Adaptação editorial por WTNews Brasil a partir da apuração original de Ars Technica. Acesse a fonte original completa aqui.

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